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1ª Sessão | June 29, 2020  | 329 Lotes

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Retrato de D. João Manoel - c. 1570-1633 - Bispo de Viseu, Bispo de Coimbra-Conde de Arganil, Arcebispo de Lisboa e Vice-rei de Portugal óleo sobre tela com inscrição D. JOÃO MANOEL - BISPO DE VIZEO, E DE COIMBRA ARCEBISPO DE LISBOA, E VIZO REY DE PORTUGAL [D. João Manoel era filho de D. Nuno Manoel, senhor de Salvaterra e de Tancos, e de Dona Joana de Ataíde, irmão do 1º e do 2º condes de Atalaia] escola Portuguesa séc. XVIII (1º quartel) faltas e defeitos na tela incluindo pequenos rasgões, pequenos restauros Dim. - 121 x 161 cm Notas: "Dois retratos inéditos da Galeria dos Arcebispos do Palácio da Mitra Nuno Saldanha Trata-se de um interessantíssimo par de retratos que integrava a primitiva série dos Arcebispos, da qual se conheciam, até à data, apenas as sete pinturas que atualmente se encontram no Patriarcado de Lisboa, em S. Vicente de Fora. O conjunto original dos treze retratos dos Arcebispos de Lisboa, foram colocados pelo primeiro Patriarca, D. Tomás de Almeida, no antigo Palácio da Mitra, dispostos em duas salas, por ocasião da remodelação que ali efetuou. A localização original não oferece dúvidas, dado que as telas são descritas e referidas desde 1763, por Batista de Castro, até 1827, por Joaquim José Ferreira, no inventário do Paço de Marvilla: "Segunda Casa – Sinco Painéis de oito palmos de Largo e seis de Alto molduras pretas pintadas em panno dos Retractos dos Arcebispos de Lisboa [...] Terceira Casa – oito painéis de oito palmos de Largo e seis de Alto Molduras pretas e Pintura em panno dos Retratos dos Arcebispos de Lisboa e achando nelles o Cardeal Regidore, Cardeais Infantes". A relação dos retratos, era a seguinte (por ordem cronológica, do oitavo ao vigésimo): Cardeal D. Jorge da Costa (1464-1500) Martinho da Costa (1500-1521) Cardeal Infante D. Afonso de Portugal (1523-1540) Fernando de Menezes Coutinho e Vasconcelos (1540-1564) Cardeal Infante D. Henrique de Portugal (1564-1570) Jorge de Almeida (1570-1585) Miguel de Castro (1586-1625) Afonso Furtado de Mendonça (1626-1630) João Manuel de Ataíde (1633) Rodrigo da Cunha (1635-1643) António de Mendonça (1670-1675) Luís de Sousa (1675-1702) João de Sousa (1703-1710) A partir de 1905, temos notícia da sua colocação na Relação Patriarcal, de acordo com a notícia de Monsenhor Alfredo Elviro dos Santos, a propósito da coleção ali existente, em carta ao Diário de Notícias de 4 de outubro desse ano. No entanto, a passagem dos quadros de Marvila para S. Vicente, não se fez de forma direta. O conjunto passou por diversas vicissitudes, sendo vendido por diversas vezes, e em partes, dispersando-se por diferentes proprietários. Sabemos que, quatro desses retratos, foram adquiridos pelo engenheiro Jorge Lobo d'Ávila da Graça, nos inícios do século XX, para decorar o palácio Galvão-Mexia/Pimenta, ao Campo Grande, que comprara em 1914. Anos depois, em 1957, quando decide abandonar aquela sua residência, as mesmas voltam à praça, no grande leilão que fez do seu recheio, em novembro desse ano. Dois deles, viriam a juntar-se aos restantes, em S. Vicente, o do Cardeal Infante D. Henrique, e o do Cardeal Infante D. Afonso (adquirido já em 2010). Os restantes dois, da coleção de Jorge Graça, são precisamente os que se encontram à venda, o de D. Afonso Furtado de Mendonça (Reitor da Universidade de Coimbra, Bispo da Guarda, Bispo de Coimbra - Conde de Arganil, Arcebispo de Braga e Arcebispo de Lisboa), e o de D. João Manoel (Bispo de Viseu, Bispo de Coimbra-Conde de Arganil, Arcebispo de Lisboa e Vice-rei de Portugal), respetivamente, o décimo quinto e o décimo sexto arcebispos de Lisboa, ainda nas suas molduras pretas, referidas em 1827. Desconhecemos o autor da série original, provavelmente executada depois de 1710, data da morte do último arcebispo ali figurado, D. João de Sousa. No entanto, deve-se ao importante pintor Vieira Lusitano (1699-1783), uma considerável renovação de parte dela, "por ordem do Senhor Rey D. João V", como refere Batista de Castro (Castro, 1763: 481). Para além dos acrescentos, mormente dos acessórios e cenários, não descuramos mesmo uma eventual execução de parte significativa de alguns deles, dadas as afinidades estilísticas, como das elaboradas composições simbólicas, tão ao gosto de Vieira. Também deveria integrar esta série, embora não se tratando de um arcebispo, um retrato do próprio D. Tomás de Almeida, de que subsiste um desenho do Lusitano a sanguínea, no Museu Nacional de Arte Antiga, com as mesmas proporções, e tipo de atributos, que encontramos nos retratos dos arcebispos." A Cabral Moncada Leilões regista e agradece ao Prof. Doutor Nuno Saldanha o enquadramento histórico e artístico das obras em causa.

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