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gavel€ 29,000Vendido
JOAQUIM MACHADO DE CASTRO - 1731-1822 Modelo para a Estátua pedestre de D. José I (1714-1777) escultura em barro braço direito integralmente refeito com falta do ceptro, pequenos restauros, pequenas faltas Dimensões (altura x comprimento x largura) - 40 cm Notas: 1 - ANÚNCIO n.º 371/2025, de 5 de DezembroEmissor: Museus e Monumentos de Portugal, EPEPublicação: Diário da República n.º 235/2025, Série II de 2025-12-05Parte: G - Empresas públicasData de Publicação: 2025-12-05Por despacho do Presidente do Conselho de Administração da Museus e Monumentos de Portugal, EPE, - Alexandre Nobre Pais, de 26.11.2025, foi determinada a abertura do procedimento de classificação como bem móvel de interesse nacional do modelo em barro da estátua pedestre de D. José I (1714-1777), da autoria de Joaquim Machado de Castro (1731-1822), cuja proteção e valorização representa um valor cultural de significado relevante para a Nação.2 - A referida peça escultórica encontra-se em vias de classificação, de acordo com o n.º 5 do artigo 25.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, e do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 148/2015, de 4 de agosto.3 - Estando em vias de classificação, o modelo em barro da estátua pedestre de D. José I fica abrangido pelas disposições legais em vigor, designadamente os artigos 32.º, 34.º, 36.º, 57.º, 59.º e 65.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, bem como pelo Decreto-Lei n.º 140/2009, de 15 de junho e pelo Decreto-Lei n.º 148/2015, de 4 de agosto. 28 de novembro de 20252 - Modelo de barro para uma estátua pedestre de D. José IO modelo em cera patinada a dourado para uma estátua pedestre de D. José I, pertencente ao acervo do Museu de Lisboa (MC.ESC.0288), adquire agora uma nova leitura com o surgimento de um modelo em barro da mesma dimensão, praticamente idêntico, de Joaquim Machado de Castro. Tal como o modelo em cera patinada da estátua equestre, de uma coleção particular e apresentado em 2012 na exposição "O Virtuoso Criador. Joaquim Machado de Castro (1731-1822)", no Museu Nacional de Arte Antiga, também este exemplar de barro poderá corresponder a uma fase inicial de conceção de uma estátua destinada ao espaço público.Com o aparecimento deste modelo de barro, o exemplar em cera passa a ser entendido como o ponto de partida de um projeto escultórico para uma estátua pedestre de D. José I, possivelmente destinada a uma praça, à semelhança da célebre estátua equestre. O modelo de barro corresponde à primeira etapa do processo de execução da escultura. A figura do rei surge idealizada como um herói romano, envergando couraça com tiras de couro pendentes, e usando grevas à maneira dos soldados romanos. Porém, a coroa de louros sobre a cabeça, o manto, prendido e arranjado em drapeado de toga, afastava qualquer ambiguidade, sublinhando a dignidade régia e o elevado estatuto da personagem representada. Para além disso, a figura apresenta a mão esquerda apoiada sobre a anca, enquanto a direita, que deveria segurar firmemente o cetro, a repousar obliquamente sobre a mesma anca, evidencia umrestauro que alterou a posição do braço. Aos seus pés, ligeiramente recuado atrás do pé direito, encontra-se o elmo ornado com plumas, colocado de modo a reforçar a leitura heroica e clássica da composição.A data proposta para a realização do modelo de cera patinado a dourado fora entre 1772 e 1777. É o intervalo cronológico possível, mas agora que sabemos que o modelo de cera fazia parte de um projeto para realizar uma estátua régia, afigura-se-nos mais plausívelque depois da estátua equestre se tenha desejado ter outra estátua do rei para a segunda praça de Lisboa, o Rossio (numa altura em que ainda não tinha as estátuas e fontes que irá receber no século XIX), e, portanto tenha começado em 1775. A morte do rei dois anos depois, justificaria que a estátua não tenha chegado a ser realizada, uma vez que é agora certo que começara a ser executada.Ana Duarte RodriguesNovembro 2025Vd. RODRIGUES, Ana Duarte; FRANCO, Anísio (Comiss. científ.) - "O virtuoso criador Joaquim Machado de Castro, 1731-1822": catálogo da exposição, Lisboa, Museu Nacional de Arte Antiga, 18 Maio - 30 Setembro 2012. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2012; e https://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=11527&ns=216000&Lang=PO&museu=2&IPR=5499 - consultado a 18/11/2025 às 15:51.