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Sessão única | October 18, 2021  | 54 Lotes

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JOSÉ MALHOA - 1855-1933 "Na horta" óleo sobre tela colada em madeira assinado e datado de 1924 Dim. - 24,5 x 33 cm Notas: reproduzida em SALDANHA, Nuno - "José Malhoa - Catálogo Raisonné". Lisboa: Scribe, 2012, p. 199, nº CRJM/0507. Entre 1867 e 1875 foi discípulo, na Academia de Belas-Artes de Lisboa, de Vítor Bastos, Anunciação e M. A. Lupi. Preterido por duas vezes na Bolsa de Estado para Paris abandona temporariamente a pintura até que, em 1881, a exposição do quadro A Seara Invadida em Madrid lhe granjeou apreço crítico. Como um dos fundadores do Grupo do Leão, ligou-se ao movimento Naturalista gerado então em redor de Silva Porto. Foi expositor da Sociedade Promotora de Belas-Artes (1880, 1884, 1887), do Grupo do Leão (1881 a 1889), do Grémio Artístico (1891 a 1899) e, desde 1901, foi presença regular nos salões da Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA). Recebeu a Medalha de Honra (1903) e várias Primeiras Medalhas da SNBA e foi eleito seu Presidente em 1918. De 1897 a 1912 participou no Salon de Paris, onde recebeu uma Menção Honrosa em 1901 e a Legião de Honra em 1905. Obteve segundas Medalhas na Exposição Universal de Paris de 1900, nas Exposições Internacionais de Berlim (1896) e Madrid (1901) e primeiras Medalhas nas de Barcelona (1910) e Buenos Aires (1910). Recebeu Medalhas de Honra na Exposição Internacional do Rio de Janeiro (1908) e Panamá-Pacífico (S. Francisco, 1915). As suas pinturas de género, espécie de «odisseia rústica nacional» como as considerou Fialho, na sua fixação tipológica de costumes e hábitos campesinos, reconstituem o imaginário mental ruralista do Portugal Monárquico e Republicano. Apreciado por ambos os regimes como autor por excelência de um certo «portuguesismo» desprovido de convicções ideológicas, de um costumismo ensolarado e paganizante, que episódicas cenas de costumes urbanos pintadas desde os anos 20 não contaminaram, Malhoa converteu-se no mais popular dos pintores portugueses, reputação que ainda hoje mantém. Retratista também, recebeu encomendas oficiais neste género, e realizou composições históricas de pendor decorativo para o Palácio da Ajuda (1890), Assembleia Constituinte (1891), Câmara Municipal de Lisboa (1899) e Museu Militar (1907 – 08). Faleceu em Figueiró dos Vinhos, onde tinha atelier, em 1933. No ano seguinte, o Estado Novo inaugurou na sua cidade natal (que, em 1928, já o homenageara com exposição individual e estátua por Costa Mota) um Museu com o seu nome, único Museu estatal que o regime concebeu de raiz. Postumamente, foram-lhe consagradas grandes exposições retrospectivas, em 1928 (SNBA) e 1983 (SNBA e Museu José Malhoa). Rui Afonso Santos in website do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado / Colecção / Artistas

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