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euro_symbol€ 60,000 - 90,000 Base - Estimativa
gavel€ 60,000Vendido
Cofre com tampa polifacetada Lusíada estrutura em tartaruga com gravações aplicações e fecho em prata lavrada "Coelhos, aves e motivos vegetalistas", fecho de caixa com batente relevado "Salamandra" Indo-Português séc. XVI falta da pega superior e da chave, pequenos restauros numa das placas de tartaruga, pequenos defeitos, interior forrado a tecido amarelo não original Dimensões (altura x comprimento x largura) - 10,5 x 21,5 x 11 cm Notas: NET até € 75.000.Tem sido tradicionalmente considerado que os mais antigos cofres Lusíadas em tartaruga são aqueles que apresentam uma coloração "loira", muito clara, quase transparente, e com poucas aplicações em prata, indiciando que o importante seria valorizar o material tartaruga com aquela específica coloração, então praticamente desconhecida na Europa - é o caso do exemplar existente no Museu de São Roque em Lisboa e do exemplar que foi vendido pela Cabral Moncada Leilões a 6 de Novembro de 2006 - vd. SILVA, Nuno Vassalo e - "FONS VITAE - Pavilhão da Santa Sé na Expo 98", nº 106, pp. 137 e 138; e CABRAL MONCADA LEILÕES - "Catálogo do Leilão nº 83", 6 de Novembro de 2006, lote nº 80, p. 75.O facto de no cofre em causa se verificar a referida coloração, reforça o nosso entendimento de que é datável de meados do séc. XVI.Vai no mesmo sentido o seu modelo com tampa polifacetada, que segue os modelos dos cofres portugueses tardo-góticos e renascentistas (séc. XV e XVI). De realçar ainda o gravado da tartaruga; a inclusão de tartaruga nos dois tímpanos da tampa, o que nem sempre acontece neste tipo de cofres; e a qualidade e pormenor do lavrado da prata.vd. exemplares semelhantes em FERRÃO, Bernardo - "Mobiliário Português, dos Primórdios ao Maneirismo - Índia e Japão", volume terceiro, Lello & Irmão, Editores, Porto, 1990, nºs 377 a 392, pp. 98 a 114.